O diabetes surge quando a produção de insulina do corpo falha ou não atua como deveria,
o que eleva a taxa de glicose no sangue. O pâncreas produz insulina no corpo, e
é ela que transporta a glicose, fonte de energia, para as células. Quando o pâncreas
não produz a insulina ou está debilitado e produz pouco, há um aumento da glicose.
Daí o diabetes. Como saber se você tem diabetes? Os sintomas mais freqüentes são
cansaço, perda de peso, muita sede, vontade constante de urinar e visão turva. Quando
a doença não é bem cuidada, a pessoa tem problemas nos pés, na visão (há casos de
cegueira), no coração, nas artérias e nas veias.
O diabetes pode acontecer em alguma fase da vida:
- Geralmente diagnosticado na infância ou na adolescência.
É preciso cuidar da alimentação e usar insulina, já que o corpo não produz nada
ou produz muito pouca insulina.
Já não se deve usar o termo Diabetes Insulino-dependente, normalmente se
inicia na infância ou adolescência, e se caracteriza por um déficit de insulina,
devido à destruição das células beta do pâncreas por processos auto-imunes ou idiopáticos.
Só cerca de 1 em 20 pessoas diabéticas tem diabetes tipo 1, a qual se apresenta
mais freqüentemente entre jovens e crianças. Este tipo de diabetes se conhecia como
diabetes mellitus insulino-dependente ou diabetes infantil. Nela,
o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. As pessoas que padecem dela devem receber
injeções diárias de insulina. A quantidade de injeções diárias é variável em função
do tratamento escolhido pelo endocrinologista e também em função da quantidade de
insulina produzida pelo pâncreas. A insulina sintética pode ser de ação lenta ou
rápida: a de ação lenta é ministrada ao acordar e ao dormir; a de ação rápida é
indicada logo após grandes refeições.
Para controlar este tipo de diabetes é necessário o equilíbrio de três fatores:
a insulina, a alimentação e o exercício.
Sobre a alimentação é preciso ter vários fatores em conta. Apesar de ser necessário
algum rigor na alimentação, há de lembrar que este tipo de diabetes atinge essencialmente
jovens, e esses jovens estão muitas vezes em crescimento e têm vidas ativas. Assim,
o plano alimentar deve ser concebido com isso em vista, uma vez que muitas vezes
se faz uma dieta demasiado limitada para a idade e atividade do doente. Para o dia
a dia, é desaconselhável a ingestão de carboidratos de ação rápida (sumos, bolos,
cremes) e incentivado os de ação lenta (pão, bolachas, arroz, massa...) de modo
a evitar picos de glicemia.
Muitas vezes se ouve que o diabético não pode praticar exercicio. Esta afirmação
é completamente falsa, já que o exercício contribui para um melhor controle da diabetes,
queimando excesso de açúcar, gorduras e melhorando a qualidade de vida. Por vezes,
torna-se necessário dobrar um pouco as regras: para praticar exercícios que requerem
muita energia é preciso consumir muita energia, ou seja, consumir carboidratos lentos
e rápidos.
- Costuma surgir depois dos 40 anos, em indivíduos sedentários
e normalmente bem acima do peso, o que faz com que o corpo não utilize a insulina
de forma adequada. Então, deve-se perder peso e usar medicação adaptada a cada caso.
Já não se deve usar o termo Diabetes não Insulino-dependente, tem mecanismo
fisiopatológico complexo e não completamente elucidado. Parece haver uma diminuição
na resposta dos receptores de glicose presentes no tecido periférico à insulina,
levando ao fenômeno de resistência à insulina. As células beta do
pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina
acaba por levar as células beta à exaustão. Desenvolve-se freqüentemente em etapas
adultas da vida e é muito freqüente a associação com a obesidade; anteriormente
denominada diabetes do adulto, diabetes relacionada com a obesidade,
diabetes não insulino-dependente. Vários fármacos e outras causas podem,
contudo, causar este tipo de diabetes. É muito freqüente a diabetes tipo 2 associada
ao uso prolongado de corticóides, freqüentemente associada à hemocromatose não tratada.